sábado, 7 de agosto de 2010

SINCRETISMO DEUS MERCÚRIO

Os Romanos interpretavam os Deuses das civilizações conquistadas como manifetações locais ou aspectos de seus próprios deuses, um traço cultural chamado interpretatio romana.
Mercúrio em particular foi reportado como se tornando extremamente popular entre as nações que o Império Romano conquistou; Júlio César escreveu de Mercúrio sendo o Deus mais popular na Britânia e na Gália, considerado como o inventor de todas as artes. Isso é provavelmente porque no sincretismo romano, Mercúrio foi igualado ao deus celta Lugus, e neste aspecto foi comumente acompanhado pela deusa celta Rosmerta. Apesar de que Lugus pode ter sido originalmente uma deidade de luz ou o sol (pesar de que isso é contestado), similar ao Apolo Romano, sua importância como um deus de troca e comércio o fizeram mais comparável com Mercúrio, e Apolo foi ao invés disso igualado com a deidade Céltica Belenus.

Os Romanos associaram Mercúrio com o deus germánico Wotan, por interpretatio romana; O escritor do primeiro século Tacitus identifica os dois como o mesmo, e o descreve como o deus chefe dos povos Germânicos. Júlio César, numa seção de sua Guerras Gálicas, descrevendo os costumes das tribos Germânicas, escreveu "Os Germânicos adoram principalmente Mercúrio", aparentemente identificando Wotan com Mercúrio.

Em áreas célticas, Mercúrio foi às vezes retratado com três cabeças ou faces, e em Tongeren, Bélgica, uma estatueta de Mercúrio com três falos foi encontrada, com os dois extras sobressaindo de sua cabeça e substituindo seu nariz; isto foi provavelmente porque número três era considerado mágico, fazendo de tais estátuas encantos de boa sorte e fertilidade. Os Romanos também faziam extenso uso de pequenas estátuas de Mercúrio, provavelmente pegando emprestado da tradição da Grécia antiga e mercadores de Hermae.

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